todas as noites relembro momentos e momentos sem fim ao teu lado, acredita, relembro cada beijo, cada olhar, cada gesto, relembro o teu sorriso perfeito, e todas as provas que me deste do sentimento que por mim nutrias, relembro os planos do futuro que fizemos e todos os momentos que juntos idealizamos.
agora, enquanto a noite não cai, dou por mim a voltar a escrever para ti; é involuntário e ao mesmo tempo inevitável deixar de escrever sobre aquele que em tempos foi o MEU MUNDO, talvez ainda o seja por muito errado que possa ser.
sinto as saudades a apoderarem-se de mim cada vez mais, é como se fossem ocupar cada célula do meu corpo, como se fosse um componente existente agora no meu sangue que vai até ao coração para ser bombeado, e agora torna-se difícil ver-te todos os dias e nem poder sequer falar contigo, ver-te e suportar tudo como se nunca tivéssemos sido nada um para o outro, como se tivesse morrido tudo de uma só vez, torna-se difícil ver-te e manter a minha postura de «bem-estar».
os dias arrastam-se ao sabor do tempo, e todos os dias passo a imagem de uma realidade falsa; passo os meus dias a sorrir tendo por dentro coração a arder e o tempo para curar a ferida ? esse, parece que não passa, parece sim que se arrasta, e fazendo com que cada tiquetaque dos segundos doa com o sangue a palpitar sob a ferida aberta no coração.
os dias arrastam-se ao sabor do tempo, e todos os dias passo a imagem de uma realidade falsa; passo os meus dias a sorrir tendo por dentro coração a arder e o tempo para curar a ferida ? esse, parece que não passa, parece sim que se arrasta, e fazendo com que cada tiquetaque dos segundos doa com o sangue a palpitar sob a ferida aberta no coração.

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