Sábado, 17 de Setembro de 2011

tempestade, vai-te

neste momento existe uma tempestade enorme que habita na minha vida.
sinto-me a enlouquecer, isto está literalmente a dar cabo de mim.
estou a ficar doente com tanta chuva de desilusão e ignorância, estou a ficar doente por todos os furacões das memórias perfeitas do passado e por todos os raios de trovoada que em vez de um barulho forte e assustador, trazem o som da tua voz.
a tempestade insiste em ficar aqui comigo, eu não consigo ver o seu fim.
sempre que olho para o meu horizonte, vejo uma continuidade enorme disto; a abundância está BASTANTE longe para a conseguir alcançar.
sabem, isto está mesmo a mudar-me, sinto-me diferente, diria irreconhecível até; perdi a alegria de sorrir, irrito-me facilmente e pura e simplesmente fecho-me no meu mundo sozinha, não quero mais ninguém; prefiro sofrer sozinha do que ver quem mais amo a sofrer comigo. não me condenem por isso, não é um erro, é uma forma de vos proteger.
sinceramente acho que esta é a altura em que tento reunir todas as forças que me são possíveis, mas ao que parece nenhuma chega para correr atrás de um Sol capaz de expulsar esta tempestade e com ela, levar tudo o que me está a corroer e a destruir aos poucos.
tempestade, vai-te embora, deixa que o meu Sol regresse, deixa-me voltar a sorrir.
Fátima Barbosa.

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